La fin

Vai chegar o dia em que, exaustos, desistiremos.
E como folha sobre rio manso, porque a entrega é sem luta, nos deixaremos ir , sem esforço, destinados que somos, que, desde sempre, fomos.
Palavras hão de perder sua importância, mesmo as mais emocionadas como, amor, tudo, agora, sempre, sua, sua, sua. De ninguém serei, se já nem sou (embora terei passado a vida sem o saber)
Vai chegar o dia em que estaremos, em copas, para o mundo feito de veias, nervos, ossos e sua arquitetura de dores. O medo, há de ser memória esquecida e seus olhos, luar desejado em noites escuras, estarão voltados para mim aguados, faróis de primeira luz. E só então vai me ver, como já não mais serei.
Neste dia, meu amor, já não o chamarei assim.
Escrito por claudia às 12h21
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