Mentiras Históricas


Nerudiando



De vez em quando,
sou eu quem persegue a poesia.


Vou, sou louca.
Volto, tenho motivos.

Escrito por claudia às 12h42
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So to speak




Dentro de mim tem um sentidor.
Deus,como ele sofre! E não descansa o sentidor.
O tempo todo percebe e transfere, letra por emoção o que sente,
como quem dilacera carne, com os dentes, feroz.
E me corta afiado, descontroladamente, imprimindo alegrias e dores com a mesma destreza.
Não descansa, o sentidor.
O contrário do escrevidor, outro hospede de mim que, de vez em quando
(muito de vez em quando) aproveita meu quase sono para ditar textos inteiros,
inteiros… que matam o sentidor de comoção, este tolo.
E tem o inventor. Capaz de inventar de tudo,
inclusive o amor. Este é de uma mordacidade refinadíssima.
Ludibria o sentidor sem cuidados, se diverte.
Louco.
Eles são loucos. Eu não,
eu sou lugar onde.


Escrito por claudia às 19h20
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da boca de clarice

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante

Escrito por claudia às 11h06
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